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sábado, 15 de dezembro de 2012

"Não gosto de crente, porque eles sempre acham que estão certos e que só eles serão salvos"


                                                                                                                                                             Helder Nozima
Respondeu-lhes Jesus: "Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim" (João 4:6)
Acho que poucas coisas irritam tanto os não-evangélicos do que a convicção de verdade que nós temos. Se dissermos que estamos absolutamente convencidos de que a Bíblia é a Palavra de Deus, que Jesus é o único caminho ou que, com certeza, seremos salvos, é quase certo que seremos identificados como pessoas arrogantes e metidas, e teremos a antipatia da "platéia".

O que talvez as pessoas não entendam é que essa convicção não é, exatamente, uma arrogância dos cristãos. Ela é, antes de tudo, uma marca do discurso de Jesus Cristo.

Ao contrário da imagem que hoje temos de Jesus, Ele não era uma pessoa aberta a ter comunhão religiosa com os pagãos ou com quem não servisse ao Deus de Israel. Você nunca vai encontrar Jesus indo a um templo pagão ou mostrando que outras religiões são caminhos que levam a Deus. Muito pelo contrário, como lemos anteriormente, segundo Jesus, "ninguém vem ao Pai senão por mim". Todos os outros caminhos e opções estão excluídas.

Em outras passagens Jesus diz exatamente a mesma coisa: o caminho certo até Deus é Jesus, e nada mais:

Quem é de Deus ouve as palavras de Deus; por isso, não me dais ouvidos, porque não sois de Deus. (João 8:47)
Por isso, eu vos disse que morrereis nos vossos pecados; porque, se não crerdes que EU SOU, morrereis nos vossos pecados. (João 8:24)
Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue, não tendes vida em vós mesmos. (João 6:53)

Porquanto Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. Quem nele crê não é julgado; o que não crê já está julgado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus. (João 3:17-18)

O que todos estes textos têm em comum? Uma convicção inabalável de Jesus: os que ouvem a minha voz são de Deus e os que crêem em Cristo não são julgados. Por outro lado, quem não ouve a Cristo não é de Deus, os que não crêem em Cristo morrem em seus pecados e estão julgados, quem não comer e beber a carne e o sangue de Cristo não tem vida em si mesmo.

Se nós, cristãos, dissermos a outros que não temos certeza de que estamos no caminho certo e sobre a nossa salvação, então pecamos, porque estamos pondo em dúvida as palavras de Jesus. Se somos cristãos e chamamos a Cristo de Deus, então, nada mais natural do que acreditarmos no que Ele diz, e termos plena convicção sobre o nosso estado...e sobre o estado dos que se recusam a aceitar a Cristo.

Por outro lado, de duas uma: ou Cristo diz a verdade...e é Deus...ou ele é um mentiroso megalomaníaco, e não deveria ser apontado por minguém como um exemplo de moral. A escolha é de cada um de nós.

Mas, mesmo que você não seja um cristão, pelo menos entenda as implicações lógicas assumidas por aqueles que decidiram acreditar nas palavras de Jesus. O exclusivismo e a convicção de verdade e salvação não são opcionais. Para quem leva Jesus a sério, são valores dos quais não podemos abrir mão.



***

Fonte: Reforma e carisma ] via [Bereianos]


sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Campanha pela vida: Cada um cuida da sua!


Confesso que acho até graça dessas frases anti-fofoca que a gente lê nas redes sociais tipo "batom para fofoqueiros ( foto Super Bonder) ", "Deus deu a vida para um cuidar da sua", "Campanha pela vida- cada um cuida da sua" etc...
Primeiro porque acho interessante essa coisa que a gente tem de se sentir meio "centro do universo" e que todo mundo tá falando da gente. Tipo, é muita pretensão vai rs.
.. (menos gente...menos!)
Segundo, é que a verdade é que falar sobre outras pessoas é algo que todo mundo faz e GOSTA. Publicamente, restritamente ou aos cochichos com um amigo de confiança ( que todo mundo sempre tem um que por sua vez também tem um que também tem um e assim as notícias voam! rs ) a verdade é que a vida alheia é o assunto mais interessante nas rodas, e quem quer ser diferente disso precisa exercer um auto- controle sobre humano, e esses heróis são raros e talvez nem eu nem você sejamos um deles.
Enfim, essa coisa de "parem de falar da minha super mega interessante vida!" é um discurso um pouco incoerente, e se você fizer uma retrospectiva corajosa das suas últimas conversas vai perceber que também é farinha...
Como disse o sábio Salomão: "Os mexericos são tão deliciosos! Como gostamos de saboreá-los!" ( Provérbios 18:8)
A diferença básica costuma ser essa:
Quando você fica sabendo que mencionaram seu precioso nome numa conversa é fofoca. Quando você está falando sobre alguém " ah, eu tava só comentando" ou " ela é que estava me perguntando" ou o impagável " compartilhando pra orar" kkk.
Então eu creio que antes de darmos "chilique" quando soubermos que alguém comentou algo a nosso respeito, vale a pena considerar tudo isso primeiro.
Depois, devemos assumir um compromisso em vigiar constantemente nossas palavras e verificar constantemente se o que sai da nossa boca está construindo ou destruindo.
É um compromisso pessoal pois só você mesmo vai se vigiar. Mas vale a pena, é de Deus.

" Ó Senhor, controla a minha boca e não me deixes falar o que não devo!"
( Salmo 141:3)

"Não existe nada pior do que ser comum".

Essa frase dita por uma personagem adolescente no filme "Beleza Americana" revela um sentimento que muitas vezes norteia a nossa vida: Essa necessidade louca de sermos especiais. Conscientes ou não, muitas vezes estamos nos esforçando para nos diferenciar e nos destacar. Algumas pessoas parecem se comportar o tempo todo como se estivessem sendo observadas,
tornando-se quase caricatas. Quantas vezes você já se tocou que ao escolher uma roupa, um tênis ou um celular você não fez a sua opção baseada de fato nas vantagens ou no seu bem-estar, mas no impacto que possuir aquele ítem iria causar nos OUTROS. Queremos atrair todos os olhares da festa e sermos considerados descolados. Claro que não dá (?) pra generalizar, mas muitas muitas vezes este sentimento está por trás da decisão por mudar o cabelo, fazer uma tatuagem ou até mesmo ajudar o próximo. Ô Jesus, quanta carêcia né?
As empresas já descobriram isso e investem todo seu marketing nisso, fazendo a gente acreditar que possuindo tal coisa, somos superiores a maioria. Eles não te vendem um produto, te vendem a sensação de exclusividade, te vendem status. E não é que funciona? Na mosca!
Creio que precisamos redescobrir nosso valor em Deus. Com urgência. Porque essa descoberta é simplesmente libertadora e nos tira dessa roda viva ( ou morta rs) da necessidade de afirmação.
Assim, você se torna livre pra entrar e sair dos lugares sem a necessidade desesperadora de ser percebido e invejado.
Você vai perceber que até mesmo abrir o guarda-roupa e escolher uma peça para sair se torna algo mais leve.Afinal você não precisa mais provar nada pra ninguém.
Ah, e a ironia disso tudo é que se você se tornar assim, você será de fato diferente!

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Mais podas

"Meu desejo mais profundo é dar frutos para Jesus e, de acordo com as muitas parábolas do Reino que ele ensinou, o fruto não é, simplesmente uma consequência do crescimento, mas sim de suas podas estratégicas. Jesus nos poda através das dificuldades,do sofrimento,do fracasso,da perda da disciplina e da dor. As podas que Jesus tem feito em minha vida, no meu casamento, família e igreja têm sido incrivelmente dolorosas, mas sempre resultam num fruto maior, melhor e mais doce. /certas podas foram tão intensas que eu não sabia se conseguiria aguentar, e cheguei até a questionar a bondade de Deus, apesar do meu conhecimento das Escrituras, o que me levou a um ataque de desespero e ira.

Preferiria não ter sofrido ataques demoníacos que incluíam cenas cruas e realistas de coisas que eu não tinha conhecimento, com pessoas de minha igreja sendo estupradas e molestadas, que invadiam a minha mente como um filme de terror. Preferiria não ter tido tantas lutas para manter um relacionamento íntimo com minha esposa por questão de prioridade. Preferiria não me sentir tão completamente só, mesmo quando estou rodeado de uma multidão. Preferiria não ter sido alvo de críticas, que parecem me colocar num pedestal, apenas para me tornar um alvo mais fácil. Preferiria não ter a responsabilidade de saber que um dia estarei diante de Deus para dar contas da igreja que lidero. Preferiria não ter chorado tantas vezes, enquanto vejo pessoas que amo intensamente destruindo sua fé e sua vida por causa de bobagens, rebeldia, pecado, dureza de coração e porque estão sendo enganadas. Preferiria nunca mais ter que entrar num avião para pregar o Evangelho, deixando para trás a cena dos meus filhos chorando, que me assombra o tempo todo que passo longe deles.

Quem me dera conhecer o futuro e saber como Jesus vai me podar na próxima vez, de forma que eu pudesse me encolher para diminuir o impacto antes que venha o golpe. Mas Jesus me chamou para confiar Nele pela fé e para aguentar ainda outras podas, para que mais frutos possam ser colhidos para seu Reino. E por esta razão, meu maior desejo é que Jesus continue me podando, porque eu O amo, quero estar com Ele, quero ser como Ele e tenho prazer em estar em  missão com Ele mais do que qualquer outra coisa neste mundo. 

Venha o Teu Reino, tua vontade seja feita. Amém."

MArk Driscoll ( Últimas linhas do livro "Confissões de um pastor da reformissão - Duras lições de uma igreja emergente missional) 

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Jesus, já carregamos nossas pistolas d´agua para atacar o Inferno novamente.



Trecho do livro “Confissões” do Pr.Mark Driscoll

“No outono de 2004, a Rede de Liderança reuniu um punhado de pastores de igrejas grandes para uma reunião em Nova Iorque. 
Foi uma honra poder fazer parte de um grupo tão diverso de pastores tão bem sucedidos quanto Wayne Cordeiro (Evangelho quadrangular), Tim Keller ( Presbiteriano), Michael Slaughter (Metodista), Walt Kallestad (Luterano) e matt Hannan e Bob Roberts (Batistas). Cada um deles trouxe muitos insights oportunos que me ajudaram a esclarecer os planos que estava fazendo para o crescimento de nossa igreja até a barreira dos 10 mil membros. Num dos intervalos, sentei-me para almoçar com Larry Osborne, pastor da igreja North Coast (da Costa Norte), que tem seis mil membros, em San diego, Califórnia. Nossa igreja havia ultrapassado rapidamente a marca dos 3 mil membros e esperávamos chegar a encostar nos 4 mil por semana até a primavera de 2005 que já estava chegando.
                Quando sentei-me com Larry, imediatamente despejei uma enxurrada de perguntas sobre crescimento da igreja, esperando maximizar o tempo que teríamos juntos. Larry, impressionantemente, fez sua igreja aumentar de uma pequena congregação para uma igreja de 6 mil membros ao mesmo tempo em que manteve uma doutrina sã e incorporou um pequeno mas eficiente grupo ministerial.
                Apesar disso, Larry ignorou minha multidão de perguntas e começou a fazer algumas perguntas, aparentemente sem relação com o tema do crescimento de igreja. Perguntou-me quantos filhos eu tinha, a idade deles, como estava meu casamento e se ser um bom marido e pai era mais importante pra mim do que criar uma igreja grande.
                Eu fiquei impressionado. Durante os últimos anos tinha me reunido com muitos pastores bem sucedidos para aprender com eles. Nenhum deles havia me perguntado nada sobre a minha vida pessoal nem sobre a minha família ou mesmo se eu estava moralmente apto para ser pastor. As únicas pessoas que já tinham me perguntado alguma vez sobre essas coisas foram meus presbíteros, porque eles amavam a mim e a minha família.
                Para ser sincero, eu não dou a mínima para o fato de pastorear uma igreja grande. Gosto muito do meu ministério, especialmente de pregar a Bíblia e ajudar jovens plantadores de igreja a correr atrás dos seus sonhos. Mas muito mais do que qualquer coisa que tenha a ver com o trabalho da igreja, eu prefiro mesmo é levar minha filha mais velha para tomar café fora toda terça-feira antes da escola, andar de bicicleta com meu filho mais velho, levar meu filho do meio para olhar bichos no pet shop, levar minha filha mais velha para bater pernas, ficar abraçado com meu filho caçula e uma noite por semana, poder sair com minha mulher, que tem sido o amor da minha vida desde que nós conhecemos quando eu tinha 17 anos.
                Normalmente, trabalho duro por muitas horas, mas tento fazer o máximo possível do trabalho a partir da minha casa. Geralmente janto com minha família todas as noites, com exceção da sexta-feira que reservo semanalmente para a minha esposa, e do domingo, porque prego nos cultos da noite.
                As perguntas simples do Larry atingiram meu âmago como pessoa. Eu sou um cristão em primeiro lugar, marido em segundo, pai, em terceiro e pastor em quarto. Gosto do ministério mas vivo para Jesus e minha família, por isso meus sermões são cheios de tiradas cômicas sobre os meus cinco filhos. Aprendi, com o passar dos anos, a não proteger os meus filhos do meu trabalho,mas, pelo contrário, a leva-los comigo para fazer visitas a hospitais e outros lugares, para que aprendam a compartilhar o Evangelho e orar pelas pessoas, porque meus filhos são meus primeiros discípulos e eu tenho prazer neles.
                Larry falou abertamente sobre algumas épocas difíceis que teve em sua igreja no decorrer dos anos e gentilmente pediu-me que construísse uma igreja que eu pudesse pastorear pelo resto da minha vida, mantendo a saúde e com a família sadia. Disse que, à medida que meus filhos fossem crescendo, eles precisariam que eu estivesse presente a suas competições esportivas e atividades, mas que meu nível de energia diminuiria conforme eu fosse envelhecendo, de modo que isso não me permitiria manter o mesmo ritmo frenético que eu havia traçado para mim quando tinha vinte anos.
                À medida que ele falava, fiz muitas anotações, porque o Espírito Santo estava falando através do meu irmão em Cristo, que estava me dando permissão para fazer aquilo que eu sabia ser o certo, mas que me sentia culpado de executar, porque parecia ser egoísmo meu. Mesmo assim, já havia passado pela minha cabeça que, em muitas igrejas, todas as coisas e todas as pessoas recebem cuidados, com exceção do pastor e sua família, que não são protegidos como um bem importante.
                Larry me aconselhou a não criar uma igreja que fosse, essencialmente um monstro gigantesco que viesse a devorar a minha alegria, meu casamento e meus filhos. Ele explicou-me que conseguia liderar uma igreja grande, ao mesmo tempo em que continuava ser o treinador do time do filho, sem perder um jogo sequer. Isto realmente fez sentido pra mim, porque meu pai era trabalhador braçal, gesseiro sindicalizado, que chegava em casa depois de um dia de trabalho que acabaria com as costas de qualquer um e, mesmo assim, arrumava tempo para treinar o meu time de beisebol, com suas botas de bico de aço ainda nos pés, e para passar um tempo com seus três filhos e duas filhas. Realmente eu preferia uma vida nos palcos com minha mulher e filhos do que uma vida no palco sem eles.
                Larry me aconselhou a não começar o culto de sábado à noite, que eu havia planejado. Raciocinou comigo que, em alguns anos, meus cinco filhos passariam a semana na escola e eu o domingo na igreja, pregando o dia todo. Isso deixaria apenas o sábado como o único dia da semana em que toda a família poderia estar reunida. Se eu tivesse um culto de sábado a noite para pregar, passaria o dia me preparando e sacrificaria o único dia inteiro em famíia.
Além disso, como a maioria dos  líderes da igreja estava se casando e tendo filhos, eles também estariam sacrificando seu tempo e família, e assim, acabaríamos tendo uma igreja grande, marcada por líderes com casamentos e filhos negligenciados. O conselho dele foi tremendamente oportuno e me salvou de recomeçar um novo ciclo de esgotamento desnecessário, do qual eu vinha tentando escapar. Simplesmente, ele estava me dando as instruções sobre os princípios cardinais para criar uma igreja madura.” 

segunda-feira, 30 de julho de 2012

“AH...DE REPENTE NÃO É BEM ASSIM...”


Sempre digo isso. Quem convive comigo bem de perto já sabe dessa minha mania. Na família já virou até motivo de brincadeira. Mas o hábito de tentar “pensar como o outro pode estar pensando” ou de tentar entender o outro lado da coisas sempre me ajudou a ser mais compreensiva com as pessoas e por consequência mais paciente.
O que isso quer dizer na prática?
Muitas vezes diante de uma situação tensa e contraditória num relacionamento ( desde amizades até casamento) a arte da empatia te salva até do desgaste emocional. A empatia ( se colocar no lugar do outro) me ajuda muito, e como sei que o quesito “relacionamentos” é uma das maiores desafios do Evangelho e da vida, te convido a considerar comigo:
Se em algum momento você se sentir maltratado, mal interpretado, caluniado ou rejeitado por alguém, antes de se ressentir considere algumas possibilidades:

Às vezes você realmente deu motivo. Pare e considere essa possibilidade como real. Seja frio o bastante com você mesmo para não argumentar a seu favor nem por um instante. Peça ajuda ao Espírito Santo, pois convencer é um de Seus ministérios. Uma vez convencido do seu erro, procure caminhos para consertar. Se não, descanse e aguarde o agir de Deus.

Às vezes você não deu motivo, mas parece que sim. Assim, você pode estar sendo considerado culpado apenas da perspectiva do outro. Considere que as pessoas lançam um olhar sobre você e suas atitudes a partir do  jeito que elas tem de ver as coisas. Jeito esse que é fruto de uma série de influências como educação, valores pessoais e familiares  e até mesmo linhas de discipulado. Esse "óculos" que todos nós usamos, pode estar em perfeito estado, às vezes riscado,embaçado ou apenas precisando de um pequeno ajuste. Neste caso, tenha maturidade para amar as pessoas acima das diferenças, pois não seria justo você esperar que todos sejam e pensem como você.

De tempo ao tempo e cuide do seu próprio coração. Não se permita acalentar pensamentos vingativos e nem de longe se alegrar com qualquer mazela alheia. Isso seria muito triste e pecaria contra o cristianismo. Confie na soberania de Deus que a todos sonda, até mesmo as motivações mais íntimas.

Lembre-se também : Você se torna livre pra andar desarmado quando se lembra que não está em guerra.

Fica a dica.
By Elza


segunda-feira, 16 de julho de 2012

FOFOCA


Este é um dos melhores textos que li sobre o assunto, então o coloquei aqui na íntegra. Vale a pena ler:
"Fofoca" - por Ray Ortlund ( via iPródigo)
P.: Quais são os deveres exigidos no nono mandamento?
R.: Os deveres exigidos no nono mandamento são: conservar e promover a verdade entre os homens e a boa reputação de nosso próximo… desejar e ter regozijo pela sua boa reputação… receber prontamente boas informações a seu respeito e rejeitar as que são maldizentes.
Assim diz o Catecismo Maior de Westminster. A própria Bíblia é muito clara sobre a fofoca, provavelmente porque somos tão inclinados a ela.
Senhor, quem habitará no teu santuário?
Quem poderá morar no teu santo monte?
Aquele que  não lança calúnia contra o seu próximo. 
(Salmo 15.1,3)
Há seis coisas que o Senhor odeia,
sete coisas que ele detesta:
aquele que provoca discórdia entre irmãos.
 (Provérbios 6.16,19)
Não andarás como mexeriqueiro entre o teu povo. (Levítico 19.16, ARA)
Irmãos, não falem mal uns dos outros. (Tiago 4.11)
Procure resolver sua causa diretamente com o seu próximo,
e não revele o segredo de outra pessoa. 
(Provérbios 25.9)
Deus os entregou a uma disposição mental reprovável… São caluniadores. (Romanos 1.28,29)
Existem muitas passagens bíblicas confrontando a fofoca. O testemunho de Deus contra esse pecado é poderoso.
O que é fofoca? Não é necessariamente falsa informação. Calúnia é falsa. Fofoca talvez inclua informação verdadeira, e talvez por isso a fofoca nem sempre pareça pecaminosa. O que torna algo pecado é, primeiro e mais importante, que Deus diga que é pecado. Mas a fofoca espalha o que pode incluir informação correta para diminuir outra pessoa. Não é assim que pessoas se comportam quando estão vivendo no poder da graça de Deus.
Fofoca é nossa sombria excitação moral procurando desesperadamente por gratificação. A fofoca faz-nos sentir importantes e necessários, enquanto declaramos nossas opiniões. Faz-nos sentir incluídos ao saber das últimas notícias. Faz-nos sentir poderosos ao diminuir alguém, especialmente alguém de quem temos inveja. Faz-nos sentir justos, mesmos responsáveis, ao pronunciar alguém como culpado. A fofoca pode fazer com que nos sintamos bem de diversas maneiras. Mas segundo a carne, não o Espírito.
Adultério também é um pecado sério, e provavelmente alguém deveria ser disciplinado na igreja. Mas eu nunca vi uma igreja se dividir devido ao pecado de adultério. Fofoca é um pecado raramente disciplinado, mas frequentemente mais socialmente destrutivo que os pecados sensacionais.
Fofoca é um pecado raramente disciplinado, mas frequentemente mais socialmente destrutivo que os pecados sensacionais.
A fofoca deixa um grande rastro de devastação onde e como acontece – conversa, e-mail, blog, YouTube. Ela erode a verdade e destrói a unidade. Cria um ambiente social de suspeita, quando todo mundo deve ser perguntar se o que está sendo dito pelas costas e se as aparências de amizade são sinceras.  Ela arruína reputações conseguidas com esforço, com armas covardes, porém eficazes, de inverdades. Manipula pessoas para que escolham lados, quando nenhuma ação do tipo é necessária ou benéfica. Libera os poderes sombrios da transferência psicológica, fazendo violência ao fofoqueiro, àquele que recebe a fofoca, e à pessoa contra quem se fala. Faz o Corpo de Cristo parecer-se com o Corpo do Anticristo – destrói ao invés de curar. Exaure as energias que, de outra forma, devotaríamos ao testemunho positivo. Ela rouba de nosso Senhor a igreja que ele merece. Ela expõe a hostilidade em nossos corações, e tira o crédito do Evangelho aos olhos do mundo. Então, nos perguntamos por que não vemos mais conversões, por que o  “solo é tão duro”.
O que devemos fazer quando uma conversa começa a caminhar para a fofoca? Devemos imediatamente desafiar o pecado: “Ei amigo, desculpe interromper, mas isso é fofoca. Temos um trato agora. Essa conversa está em suspenso até que você chame _______, e então você possa dizer a ele o que você acha que deveria dizer na frente dele. Eu quero ser testemunha dessa conversa, mas não participarei da fofoca. O que você prefere fazer?”. Amy Carmichael estabeleceu essa regra em sua declaração de missão: “[Falar] nunca sobre, sempre para”.
“Tudo seja feito para a edificação da igreja” (1 Coríntios 14.26). Portanto, vamos sempre nos perguntar: “essas palavras que saem da minha boca, ou vêm de meu teclado – elas edificam? Estou sendo construtivo? Se a pessoa sobre quem discuto estivesse aqui comigo nesse momento, como sua presença mudaria no que digo?”.
“Não se deixem enganar… caluniadores não herdarão o Reino de Deus. Assim foram alguns de vocês. Mas vocês foram lavados, foram santificados, foram justificados no nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito de nosso Deus” (1 Coríntios 6.9-11).

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Qual o tamanho do sapato que a sua igreja vai calçar?

As igrejas, como os pés das crianças, crescem até chegar a um tamanho final de sapato. À medida que a igreja for crescendo, ela deve aceitar o seu tamanho. Isto pode ser algo difícil porque as pessoas tem idéias diferentes sobre o que constitui "uma coisa grande" e "uma coisa pequena" . Além disso, as pessoas são propensas a indexar um valor moral ao tamanho da igreja. Isto significa que aqueles que preferem a igreja pequena irão criticar a igreja grande por ser muito profissionalizada e impessoal, e as pessoas que preferem a igreja grande irão criticar a igreja pequena por não estar experimentando um crescimento maior do número de convertidos, de diversidade entre pessoas ou de qualidade na programação.
No que diz respeito ao tamanho da igreja é importante lembrar-nos de algumas coisas. Primeiro, uma igreja deve determinar qual tamanho ela gostaria de alcançar e começar a atuar como uma igreja daquele tamanho se deseja atingir seu alvo. Segundo, sua igreja deve aceitar o seu tamanho e não permitir que as pessoas exijam receber um tipo de tratamento que receberiam em uma igreja seja de que tamanho prefeririam. Um exemplo disso é a expectativa de algumas pessoas, em uma igreja grande, de que o pastor dela esteja tão accessível quanto um pastor de uma igreja menor. Terceiro, para que uma igreja cresça, ela deve também, aceitar que a igreja se modificará. O problema com a maioria das igrejas não é que não desejam experimentar o crescimento através de conversões, mas porque não querem mudar, o que impede sua capacidade de crescer, um pecado da qual devem se arrepender.

Mark Driscoll em "Confissões de um pastor da reformissão".

Seus líderes trabalharão por culpa ou por convicção?

Um dos grandes empecilhos para se manter uma igreja em missão são as expectativas errôneas, declaradas ou não, que as pessoas têm em relação aos líderes da igreja e às suas famílias. Numa igreja missional, o pastor está mais para um arquiteto, que constrói o navio, do que o capitão que o pilota, o cozinheiro, que lava os pratos na cozinha, ou o diretor do cruzeiro, que coordena as reservas para o jogo de shuffle-board no convés. O papel do arquiteto é incrivelmente importante, porque a maioria dos pastores foi treinada para saber como trabalhar no navio ao invés de construir um navio. Ter um capitão treinado, um cozinheiro e um diretor de atividades é importante, mas de nada adianta se o navio não flutua, o que significa que a construção do navio é o trabalho mais importante. Da mesma maneira, a tarefa mais importante do pastor é planejar a construção de uma igreja que venha a flutuar e permitir que todas as outras pessoas usem seus talentos e dons para cumprir a missão integral que Deus tem para aquela igreja.
A maioria dos pastores, entretanto, trabalha em seu barco e não o seu barco porque frequentemente, os membros da igreja são mestres na arte de fazê-lo sentir-se culpado, ao fazer com que suas necessidades pareçam mais importantes e urgentes, quando na verdade raramente o são. Assim sendo, os líderes das igrejas emergentes e missionais devem trabalhar movidos pela convicção que vem de Deus e de sua Palavra, ao invés de pela culpa que vem das pessoas e de suas palavras. Os líderes devem frequentemente decidir se vão ofender a Cristo ou a um cristão, e apenas a convicção bíblica, dada pelo Espírito deve determinar as obrigações dos líderes da igreja. De outra forma, os líderes estarão gastando tempo lavando louça, enquanto sua igreja afunda.
Mark Driscoll


domingo, 13 de maio de 2012


PÉROLAS DO MEU FILHO GABRIEL DE 6 ANOS...

MUITO FRIO: Liguei o chuveiro para ele mas abri demais, então ele solta essa:
- Ai mãe, ta meio Mundo Ártico aqui!

LIÇÃO: -Pai porque a gente mudou daquele prédio onde tinha meu amigo Nicolas?
- Mas filho você tem muitos amigos... na escola na igreja...
- Eu to falando de amigo vizinho pai...eu gostava daquele prédio..
- Ah filho, mas esse prédio é melhor, num bairro melhor, perto da praia...
- Ah pai, mas eu prefiro amigos.
- o.O

TIRANDO ONDA: Gabriel aparece na sala com uma bola de futebol embaixo da camiseta e diz engrossando a voz :
-Oláaa eu sou o Tooonn!

ACHO QUE ELE ANDA ASSISTINDO MUITO SERIADO AMERICANO VIU ( NICKLEODEON):
Gabriel: - Pai luta comigo??
Ton: - Ai filho..agora não, pai tá cansado...
Gabriel - Te dou 40 pratas!

Eu- Leva isso pra cozinha Gabriel!
Gabriel - Custa 1 dólar!

Ele pega o tablet com um jogo que ele ama ( Angry Birds) dizendo que vai me ensinar. Senta do meu lado e diz:
- Aprenda com o mestre!

CONTRA PANELAS:
Eu e Ton sentados na sala encostadinhos um no outro assistindo um pouco de TV. Gabriel chega se enfiando no meio:
- Posso entrar para o clube? 
( na verdade ele disse “cuble”. Nem sabe falar mas é cheio de graça!)

LIÇÃO. ( de novo)
Pedindo moedas para o pai no culto, para ofertar na escolinha :
- Pow pai dá mais aí! É pra Deus né!
Mais essa do meu Biel...
-Mãe, quero ser um bad boy!
-Filho, vc sabe o que isso significa?
-Não...
-Então...bad quer dizer mal e boy quer dizer menino. Você quer ser um mal garoto?
-Eu não mãe!
Silêncio por uns instantes..
- Mãe como é feliz em inglês?
- É happy filho.
- Então eu sou um happy boy!!

Outro dia ele acordou assustado porque tinha sonhado que eu tinha sido substituída por uma cópia robô.
"Tudo bem filho, a mamãe tá aqui, foi só um pesadelo."
Ele acreditou, mas de lá pra cá, de vez em quando ele me dá uma beliscada pra ver se eu digo "Ai!", assim ele tem certeza de que eu sou de verdade...kkkk

Ganhamos um calendário grande. O Gabriel resolveu circular alguns dias e criar suas próprias datas comemorativas. Hoje é "Dia do Abraço-Pai" e ele comemora dando abraços no pai o dia todo. Ontem foi o "Dia do Abraço-Mãe" e amanhã é dia do "Abraço-Filho"... Isso é que é gostar de abraço!

Pérolas do meu Biel ( 6 anos)
No carro, despistando o tédio: 
-Mãe, vamos brincar de quem acha mais coisas vermelhas. Achei! Aquelas letras, alí! Aquela coisa.
Entrei na brincadeira e comecei a ganhar: Alí aquele carro!
-Não mãe, coisa que anda não vale.Tem que ser coisa que tá parada.
Eu: Tá bom, ali! Aquele cara de blusa vermelha! Tá parado! Ponto pra mim.
- Não mãe, roupa não vale.
Eu: Ah, filho assim não vale cada hora você inventa uma coisa só pra sair ganhando!
-Mãe, eu inventei o jogo. Eu faço as regras.
Desse jeito gente..pode?

PÉROLAS DO MEU FILHO GABRIEL (6 anos)
1. Na fila do supermercado, Gabriel sentado dentro do carrinho de compras:
- Mãe, agora eu também vou ser PAGADO!

2. Dramático:
Gabriel: Pai, essa sandália machuca meus dedos!
Pai: Ah Biel, que frescura...
Gabriel : Você não é criança pai, você não sabe como é isso...

3.Efeito seriados americanos:
Eu: Filho, você quer suco ou Toddy?
Gabriel: Me surpreenda.


Noo Gabriel, você é muito teimoso!
-Não sou mãe!
-É sim
-Não sou
- É sim
-Não sou não
- ¬¬

Demonstrando seu espírito empreendedor, Gabriel agora decidiu "abrir um negócio". Está vendendo seus desenhos ( importante: Feitos à mão!!) pela bagatela de R$10,00. 
Já tentamos persuadi-lo no sentido de baixar o valor para que haja maior apelo comercial, mas ele está confiante.
Ontem, disposto a fazer uma pequena promoção, fez um desenho para o tio Toninho Galan por apenas R$1,00 e fez um de graça para a esposa do cliente como brinde. ( tino empresarial!!!)
Gastou algum tempo esta manhã preparando vários cartazes de propaganda para colar na escola, igreja, rua e no corredor do prédio. ( como o da foto). Agora, quer que eu converse com o tio
Weliton Leite para que ele faça um site para promover seu empreendimento.

Levando Biel pro surf hoje cedo, rola esse papo:
Gabriel: - Mãe, sabia que eu sei falar cachorrês...bablablês...ó: bláblábáblá...
Eu: E eu sei falar baleiês ó : ProcurAndO NeeeEEEmoo...onde é que ele TáÁÁ...
Gabriel: háhá, a mamãe é engraçada.


Nova do Gabriel, agora usando palavras que ele não sabe o significado, num momento que não tem nada a ver:

Ontem depois de repetir o sorvete 2 vezes, pediu mais.
Eu: Nossa filho...de novo?
Ele: ué mãe, tu não sabe que eu sou ambidestro??!!

1.No carro, trazendo o amiguinho Caio pra dormir em casa, rola o assunto " quem é meu melhor amigo"...
Gabriel para o Caio: 
- Os melhores amigos tem que ser primeiro Deus e Jesus sabe porque? Porque Deus criou 'nóis" e Jesus morreu na cruz pra salvar "nóis" dos nossos pecados. (exatamente assim). kkk coisinha mais creeenteee...


2.Embora fale super bem, ele ainda fala umas coisas erradas, um barato:
Glossário do Biel:

Computador: " Poncutador"
Album: "Algo"
Trato Feito (programa do canal Discovery H&H): "Prato Feito"
Um bebê por minuto(programa do canal Discovery H&H): "Um bebê dorminhoco"
Acho que é como ele escuta, sei lá :P

3. Na saída da escola, ele queria me convencer de levar pra casa dois amiguinhos dele e no caminho ligar para as mães avisando.
- Mãe, olha, é só você ligar pra elas e falar que você tá com eles, pronto, é simples!
-Gabriel...eu não vou fazer isso filho, não dá...
- Poxa mãe, um dia você tem que aceitar as minhas idéias!

4. Entrando no carro, na porta da casa do Pr Adilson e Marisa, ele solta:
_ Mãe eu chorei quando o Caio me abraçou!
Eu: Porque filho?
- Ah, porque eu fiquei emocionado, eu amo finais felizes.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Saí da igreja porque...


Saí da igreja  porque...tem muita gente errada lá dentro.
Não voltei porque...ninguém veio atrás de mim.
Vou voltar quando... Deus tocar o meu coração.
É a  humanidade, desde o Éden se especializando em terceirizar a responsabilidade.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Resolva ser resolvida.

Um dos maiores indícios de uma auto-estima resolvida é se alegrar honestamente com sucesso alheio. Você já observou se tem esta capacidade? Se não tem, ficam aqui algumas reflexões:

Sempre vai existir alguém melhor do que você, isso é só um fato e não uma catástrofe.

Num dado momento você vai aplicar isso pra você e em outros alguém vai aplicar em relação à você. E assim a nave vai!

Comparações injustas geram sentimentos injustos.

Ou seja, o cara joga uma hora de “pelada” uma vez por semana com os amigos e se compara com o Messi. Ou então ( essa eu vejo demais) a garota faz aula de ballet duas horas por semana, e se compara com aquela que “mora”na academia. Aí amigas, não tem como não ficar pra baixo. Se comparar com alguém em extrema vantagem sobre você não é só burrice, é uma insanidade.

Existe algo chamado dom pessoal e isso não se conquista, é dado por Deus.

Tem coisas na vida como o seu tipo de cabelo, a cor dos seus olhos, sua altura que você simplesmente tem ou não tem ,é ou não é. Isso também serve para os talentos. Ninguém pode se vangloriar (embora há quem faça) por ter os olhos azuis por exemplo. A pessoa não fez absolutamente nada para conquistar isso, não lutou, nem estudou e nem competiu por eles. Simplesmente nasceu com os olhos desta cor.Foi algo que Deus deu e pronto. Assim também são algumas características pessoais e talentos que Deus deu a você e não deu a outras pessoas, como também existem algumas que Ele deu a outras pessoas e não deu a você. Se cremos que Ele é bom, então Ele foi bom nisso também. Se pensamos o contrário, estamos dizendo pra Deus: “Você não fez um bom trabalho.” e eu realmente não creio que Deus não seja extremamente bom em tudo o que faz, mesmo que eu não entenda.

Você anda mal resolvida? Resolva isso imediatamente.