Um dos grandes empecilhos para se manter uma igreja em missão são as expectativas errôneas, declaradas ou não, que as pessoas têm em relação aos líderes da igreja e às suas famílias. Numa igreja missional, o pastor está mais para um arquiteto, que constrói o navio, do que o capitão que o pilota, o cozinheiro, que lava os pratos na cozinha, ou o diretor do cruzeiro, que coordena as reservas para o jogo de shuffle-board no convés. O papel do arquiteto é incrivelmente importante, porque a maioria dos pastores foi treinada para saber como trabalhar no navio ao invés de construir um navio. Ter um capitão treinado, um cozinheiro e um diretor de atividades é importante, mas de nada adianta se o navio não flutua, o que significa que a construção do navio é o trabalho mais importante. Da mesma maneira, a tarefa mais importante do pastor é planejar a construção de uma igreja que venha a flutuar e permitir que todas as outras pessoas usem seus talentos e dons para cumprir a missão integral que Deus tem para aquela igreja.
A maioria dos pastores, entretanto, trabalha em seu barco e não o seu barco porque frequentemente, os membros da igreja são mestres na arte de fazê-lo sentir-se culpado, ao fazer com que suas necessidades pareçam mais importantes e urgentes, quando na verdade raramente o são. Assim sendo, os líderes das igrejas emergentes e missionais devem trabalhar movidos pela convicção que vem de Deus e de sua Palavra, ao invés de pela culpa que vem das pessoas e de suas palavras. Os líderes devem frequentemente decidir se vão ofender a Cristo ou a um cristão, e apenas a convicção bíblica, dada pelo Espírito deve determinar as obrigações dos líderes da igreja. De outra forma, os líderes estarão gastando tempo lavando louça, enquanto sua igreja afunda.
Mark Driscoll
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