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segunda-feira, 30 de julho de 2012

“AH...DE REPENTE NÃO É BEM ASSIM...”


Sempre digo isso. Quem convive comigo bem de perto já sabe dessa minha mania. Na família já virou até motivo de brincadeira. Mas o hábito de tentar “pensar como o outro pode estar pensando” ou de tentar entender o outro lado da coisas sempre me ajudou a ser mais compreensiva com as pessoas e por consequência mais paciente.
O que isso quer dizer na prática?
Muitas vezes diante de uma situação tensa e contraditória num relacionamento ( desde amizades até casamento) a arte da empatia te salva até do desgaste emocional. A empatia ( se colocar no lugar do outro) me ajuda muito, e como sei que o quesito “relacionamentos” é uma das maiores desafios do Evangelho e da vida, te convido a considerar comigo:
Se em algum momento você se sentir maltratado, mal interpretado, caluniado ou rejeitado por alguém, antes de se ressentir considere algumas possibilidades:

Às vezes você realmente deu motivo. Pare e considere essa possibilidade como real. Seja frio o bastante com você mesmo para não argumentar a seu favor nem por um instante. Peça ajuda ao Espírito Santo, pois convencer é um de Seus ministérios. Uma vez convencido do seu erro, procure caminhos para consertar. Se não, descanse e aguarde o agir de Deus.

Às vezes você não deu motivo, mas parece que sim. Assim, você pode estar sendo considerado culpado apenas da perspectiva do outro. Considere que as pessoas lançam um olhar sobre você e suas atitudes a partir do  jeito que elas tem de ver as coisas. Jeito esse que é fruto de uma série de influências como educação, valores pessoais e familiares  e até mesmo linhas de discipulado. Esse "óculos" que todos nós usamos, pode estar em perfeito estado, às vezes riscado,embaçado ou apenas precisando de um pequeno ajuste. Neste caso, tenha maturidade para amar as pessoas acima das diferenças, pois não seria justo você esperar que todos sejam e pensem como você.

De tempo ao tempo e cuide do seu próprio coração. Não se permita acalentar pensamentos vingativos e nem de longe se alegrar com qualquer mazela alheia. Isso seria muito triste e pecaria contra o cristianismo. Confie na soberania de Deus que a todos sonda, até mesmo as motivações mais íntimas.

Lembre-se também : Você se torna livre pra andar desarmado quando se lembra que não está em guerra.

Fica a dica.
By Elza


segunda-feira, 16 de julho de 2012

FOFOCA


Este é um dos melhores textos que li sobre o assunto, então o coloquei aqui na íntegra. Vale a pena ler:
"Fofoca" - por Ray Ortlund ( via iPródigo)
P.: Quais são os deveres exigidos no nono mandamento?
R.: Os deveres exigidos no nono mandamento são: conservar e promover a verdade entre os homens e a boa reputação de nosso próximo… desejar e ter regozijo pela sua boa reputação… receber prontamente boas informações a seu respeito e rejeitar as que são maldizentes.
Assim diz o Catecismo Maior de Westminster. A própria Bíblia é muito clara sobre a fofoca, provavelmente porque somos tão inclinados a ela.
Senhor, quem habitará no teu santuário?
Quem poderá morar no teu santo monte?
Aquele que  não lança calúnia contra o seu próximo. 
(Salmo 15.1,3)
Há seis coisas que o Senhor odeia,
sete coisas que ele detesta:
aquele que provoca discórdia entre irmãos.
 (Provérbios 6.16,19)
Não andarás como mexeriqueiro entre o teu povo. (Levítico 19.16, ARA)
Irmãos, não falem mal uns dos outros. (Tiago 4.11)
Procure resolver sua causa diretamente com o seu próximo,
e não revele o segredo de outra pessoa. 
(Provérbios 25.9)
Deus os entregou a uma disposição mental reprovável… São caluniadores. (Romanos 1.28,29)
Existem muitas passagens bíblicas confrontando a fofoca. O testemunho de Deus contra esse pecado é poderoso.
O que é fofoca? Não é necessariamente falsa informação. Calúnia é falsa. Fofoca talvez inclua informação verdadeira, e talvez por isso a fofoca nem sempre pareça pecaminosa. O que torna algo pecado é, primeiro e mais importante, que Deus diga que é pecado. Mas a fofoca espalha o que pode incluir informação correta para diminuir outra pessoa. Não é assim que pessoas se comportam quando estão vivendo no poder da graça de Deus.
Fofoca é nossa sombria excitação moral procurando desesperadamente por gratificação. A fofoca faz-nos sentir importantes e necessários, enquanto declaramos nossas opiniões. Faz-nos sentir incluídos ao saber das últimas notícias. Faz-nos sentir poderosos ao diminuir alguém, especialmente alguém de quem temos inveja. Faz-nos sentir justos, mesmos responsáveis, ao pronunciar alguém como culpado. A fofoca pode fazer com que nos sintamos bem de diversas maneiras. Mas segundo a carne, não o Espírito.
Adultério também é um pecado sério, e provavelmente alguém deveria ser disciplinado na igreja. Mas eu nunca vi uma igreja se dividir devido ao pecado de adultério. Fofoca é um pecado raramente disciplinado, mas frequentemente mais socialmente destrutivo que os pecados sensacionais.
Fofoca é um pecado raramente disciplinado, mas frequentemente mais socialmente destrutivo que os pecados sensacionais.
A fofoca deixa um grande rastro de devastação onde e como acontece – conversa, e-mail, blog, YouTube. Ela erode a verdade e destrói a unidade. Cria um ambiente social de suspeita, quando todo mundo deve ser perguntar se o que está sendo dito pelas costas e se as aparências de amizade são sinceras.  Ela arruína reputações conseguidas com esforço, com armas covardes, porém eficazes, de inverdades. Manipula pessoas para que escolham lados, quando nenhuma ação do tipo é necessária ou benéfica. Libera os poderes sombrios da transferência psicológica, fazendo violência ao fofoqueiro, àquele que recebe a fofoca, e à pessoa contra quem se fala. Faz o Corpo de Cristo parecer-se com o Corpo do Anticristo – destrói ao invés de curar. Exaure as energias que, de outra forma, devotaríamos ao testemunho positivo. Ela rouba de nosso Senhor a igreja que ele merece. Ela expõe a hostilidade em nossos corações, e tira o crédito do Evangelho aos olhos do mundo. Então, nos perguntamos por que não vemos mais conversões, por que o  “solo é tão duro”.
O que devemos fazer quando uma conversa começa a caminhar para a fofoca? Devemos imediatamente desafiar o pecado: “Ei amigo, desculpe interromper, mas isso é fofoca. Temos um trato agora. Essa conversa está em suspenso até que você chame _______, e então você possa dizer a ele o que você acha que deveria dizer na frente dele. Eu quero ser testemunha dessa conversa, mas não participarei da fofoca. O que você prefere fazer?”. Amy Carmichael estabeleceu essa regra em sua declaração de missão: “[Falar] nunca sobre, sempre para”.
“Tudo seja feito para a edificação da igreja” (1 Coríntios 14.26). Portanto, vamos sempre nos perguntar: “essas palavras que saem da minha boca, ou vêm de meu teclado – elas edificam? Estou sendo construtivo? Se a pessoa sobre quem discuto estivesse aqui comigo nesse momento, como sua presença mudaria no que digo?”.
“Não se deixem enganar… caluniadores não herdarão o Reino de Deus. Assim foram alguns de vocês. Mas vocês foram lavados, foram santificados, foram justificados no nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito de nosso Deus” (1 Coríntios 6.9-11).